14 de abr de 2010

James Cameron visita o Brasil, contra o desmatamento

O cineasta canadense James Cameron, diretor do sucesso de bilheteria Avatar, pediu esta segunda-feira, ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que assuma o papel de herói e suspenda o processo de construção da hidrelétrica de Belo Monte, em plena Amazônia brasileira. "Sei que o presidente Lula já fez muito por este país, em especial pelos pobres. O desafiaria a ser um herói, que lidere o mundo para um novo paradigma de desenvolvimento sustentável. A construção (da hidrelétrica de Belo Monte) não é uma resposta adequada", disse Cameron em entrevista coletiva.

Diretor de sucessos como Titanic, O Exterminador do Futuro e, mais recentemente, Avatar, Cameron participou esta segunda de uma manifestação no centro da cidade de Brasília, organizada por entidades indígenas e camponesas que reivindicam o cancelamento do projeto de construção da enorme represa. O cineasta esteve acompanhado, no protesto, de vários atores e atrizes, como a americana Sigourney Weaver (Alien e Avatar).
Cameron passou as últimas semanas viajando por várias regiões da Amazônia brasileira, participando de reuniões com líderes camponeses e indígenas, dos quais escutou que a construção da represa teria enormes impactos ambientais e sociais. Ele disse estar convencido de que a hidrelétrica de Belo Monte representará um "desastre ecológico" e acrescentou que uma das maiores riquezas do Brasil é justamente "a sabedoria dos povos indígenas na região amazônica".
 O cineasta afirmou que, ao retornar aos Estados Unidos, onde vive, fará contato com "senadores e congressistas, porque esta é uma discussão que interessa não somente ao Brasil, mas ao mundo inteiro". Weaver disse, por sua vez, que as discussões geradas em virtude do projeto "oferecem ao presidente Lula a oportunidade de admitir que o projeto foi realizado de forma equivocada". O gigantesco projeto da hidrelétrica de Belo Monte exigirá escavar uma área maior que o canal do Panamá em plena Amazônia, cujo maior rio, o Xingu, terá seu curso desviado em um trecho de mais de 100 km.

Da AFP Paris, via Diário de Pernambuco

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